E de repente, a felicidade no trabalho também virou mercadoria. Os formatos são variados: de livros e cursos a apps e produtos de bem-estar. Tem também cargo (Chief Happiness Officer) e certificação para ele. Isso é ruim? Não sei dizer…
Por um lado, é maravilhoso fomentar o conhecimento e dar acesso a informações de qualidade para que as pessoas procurem se sentir mais felizes no trabalho e na vida. É ainda mais maravilhoso que as empresas se preocupem com a felicidade dos seus funcionários. Mas, por outro lado, felicidade não se monetiza, nem se entrega. Já pensou que ótimo: um delivery de felicidade?
Por isso, é preciso ter muito cuidado com as promessas, seja de quem for. A capacitação e o ambiente favorável são inícios importantes, mas ser feliz requer mais do que isso. A felicidade no trabalho exige auto-responsabilização, continuidade, aplicabilidade a uma situação presente e observação de necessidades individuais e específicas.

Minha resposta para você é: depende… Isso porque felicidade é uma emoção e, como toda emoção, é passageira. Mas sim, você pode e deve se sentir feliz no trabalho.
Para isso, você pode traçar estratégias no seu dia a dia para não ficar à mercê da produtividade e do piloto automático. É necessário criar espaço na agenda para realizar tarefas que tenham muito sentido pra você. É direcionar suas atividades pela bússola e não só pelo relógio. É buscar performance, mas não só isso.
O primeiro passo é conhecer a própria singularidade e trabalhar para desenvolvê-la, respeitando-a, sem embarcar em tudo que vem pela frente, sem tomar decisões porque está na moda ou porque essa é a trilha percorrida por todo mundo que deu certo. Antes disso, pergunte-se: o que é dar certo para você?
Tudo a ver! Gente feliz no trabalho tem mais criatividade. Gente feliz no trabalho abraça a cocriação estratégica com coragem. Gente feliz no trabalho coopera melhor em busca de melhores resultados.
Acredito que a busca pela felicidade no trabalho conduz inevitavelmente ao reconhecimento do sentido do que a gente faz – o tal do propósito –, de forma específica, aplicável e possível de se concretizar.
Valorizar e respeitar o sentido do nosso trabalho nos ajuda a pensar e agir com mais criatividade, sem se deixar levar pela maré.
E para ajudar você nessa tarefa, vou aproveitar o Setembro Amarelo para compartilhar lições de felicidade que aprendi com a filosofia, dos gregos aos indianos, africanos e orientais. Um filósofo por semana.
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Desde 2014, a Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP – em parceria com o Conselho Federal de Medicina – CFM – promove a campanha Setembro Amarelo de prevenção ao suicídio, uma triste realidade em todo mundo. De acordo com a última pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde – OMS – , em 2019, foram registrados mais de 700 mil suicídios em todo o mundo (sem contar com os episódios subnotificados que elevariam esse índice para cerca de 1 milhão de casos). No Brasil, são registrados 14 mil casos por ano, o que corresponde a 38 pessoas morrendo por suicídio diariamente.
Muito prazer, eu sou a Maris Harada, criadora do blog um novo jeito de pensar e fundadora da maris cocriação estratégica. Sou jornalista, advogada, publicitária e um pouco filósofa. Atuo como cocriadora estratégica e ofereço um novo jeito de pensar para pessoas e negócios.
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A maris é uma empresa de cocriação estratégica que ajuda pessoas e negócios a desenvolverem soluções mais precisas e criativas, de alto impacto e em tempo reduzido, por meio de processos organizados e estimulantes de cocriação entre pessoas e equipes. Navegue aqui no site para saber mais.