Há pouco mais de um mês comecei a trabalhar no desenvolvimento do curso on-line O poder da singularidade para a Felicidade no Trabalho, junto com a Maura Hayas, minha sócia, diretora e editora de vídeo, diretora de arte e, não menos importante, minha BFF*.
Como todo projeto complexo, dividi o trabalho em etapas menores e mais simples, distribuídas por 12 semanas.
✅ Primeira semana: estruturar módulos e aulas. Metodologia: card sorting. Missão cumprida com tranquilidade! 🚀
✔️ Segunda semana: roteiro da apresentação do curso e teste de gravação. Missão cumprida com sofrimento. 😬
Daí pra frente foi um mix de missão cumprida, procrastinação e sofreguidão.
Percebi que os sentimentos de frustração e sofrimento eram mais intensosem momentos bem específicos e logo depois deles vinha a procrastinação.
Bora entender o que rolou?

Quando a missão a cumprir estava difícil demais ou ainda estava complexa, mesmo já tendo sido dividida em etapas, eu me perdia e ficava igual o Fatso, aquele urso do desenho do Pica-Pau que corre em círculos quando está com medo.
Toda vez que eu não tinha desenhado previamente na minha mente o que deveria fazer ou escrever eu procrastinei. Em outras palavras, se a rota a seguir não era clara, eu travava, não conseguia escolher um caminho e adiava a tarefa.
Perdemos a habilidade natural de experimentar, por medo de desperdiçar tempo ou comprometer a performance.
Bombardeamos nosso cérebro com excesso de informação e quando enfrentamos uma situação que requer muita reflexão prévia, sentimos tanto cansaço e esgotamento mental que a única saída é procrastinar…
Acionamos nosso modo carrasco e começamos a nos julgar negativamente sem focar no que realmente importa. Esta semana, depois de gravar a última aula do dia, a Maura me perguntou: o que você achou?
Minha primeira resposta foi: meu cabelo estava igual ao do Cebolinha, usei uma maquiagem que demarcou minhas rugas e a luz de LED ficou bem em cima da minha cicatriz da testa, parecia um alarme.

Só depois eu disse: mas finalmente eu consegui traduzir um conteúdo complexo e difícil em uma fala simples, divertida e não professoral.
E ela me perguntou: as pessoas vão comprar nosso curso para aprender técnicas e conceitos para ser mais feliz ou para julgar suas rugas e seu cabelo?
Nem preciso responder, certo?
Com certeza, neste exato momento, está passando pela sua mente um monte de situações similares. Então, agora é a hora: jogue fora essa chibata!
Depois de ter percebido que procrastinar era uma fuga do complexo, do difícil e do desconhecido, minha primeira atitude foi rever o planejamento. As etapas baseadas em módulos foram subdivididas em partes ainda menores, as aulas. O prazo de desenvolvimento aumentou? Sim, consideravelmente. Mas somente o necessário.
Então, a segunda atitude foi abraçar o tempo como um amigo e não como um chefe mandão. Troquei o relógio pela bússola. Não estou mais devagar. Continuo ágil, só que agora sem pressa e com mais calma.
Com mais tempo disponível, minha terceira atitude foi criar espaço para experimentar. Antes, para me dedicar ao curso, eu estava separando blocos de uma a duas horas contínuas, de três a quatro vezes por semana. Agora, trabalho nele de quatro a oito horas, uma ou duas vezes por semana. A quantidade semanal de horas é a mesma, porém tenho mais tempo para provocar o caos e gerar insights.
(se você quer saber mais sobre provocar o caos, leia esse artigo)
A quarta atitude foi convocar a minha singularidade! Para me sentir feliz no trabalho, preciso de atividades divertidas e coloridas, que gerem um novo aprendizado. Então, antes de começar cada atividade desse projeto, eu penso como posso inserir um desses três elementos na sua execução.
Por exemplo, posso fazer um mind map no papel com as minhas canetinhas para organizar o conteúdo. Ou simplesmente desenhar um lettering ou visual thinking para ilustrar a aula. Ou ainda, assistir a um vídeo ou ler um artigo para me aprofundar no filósofo da vez.
Agora por fim, mas não menos importante, minha quinta atitude foi ampliar tempo e frequência de meditação, yoga e leitura, que para mim são recursos valiosos de relaxamento mental e corporal.
Espero que você tenha gostado da leitura e que ela colabore, de alguma forma, para sua felicidade e criatividade.
Até a próxima!
Bjo,
Maris
………………….😊
*BFF – Best Friend Forever (Melhor Amiga Para Sempre)
Apesar da procrastinação não ser uma emoção e sim um comportamento, ela é baseada em emoções. No meu caso, estavam lá o medo, a insegurança e a preguiça.
Podemos compreendê-la melhor aplicando a mesma técnica utilizada para entender as emoções.
Quer saber mais sobre seus motivadores de evolução?


… um livro: A gargalhada de Sócrates, de Nelson Moraes Alves. Me parece ser uma boa dica de leitura divertida. Ainda não li e está aqui na minha lista de desejos. O enredo envolve o comediante grego Aristófanes resolvendo um mistério de assassinato na Grécia antiga com a ajuda do filósofo Sócrates. Alguém já leu e pode confirmar se vale a pena?
… uma série: Dix pour cent, produção francesa divertidíssima sobre uma agência de atores. Está disponível na Netflix e no Prime. Alguns episódios contam com celebridades do cinema francês. Eu ameeiiii! Pena que foram só quatro temporadas.
… um perfil: @cazetv, mais do que um canal de transmissão esportiva. Certeza que você já ouviu falar, mas já assistiu uma transmissão pelo canal além do futebol? É uma galera diferente, que valoriza o esporte, que estuda para não falar besteira e que tem uma pegada muitooooo divertida. Sem falar que foi o único canal de amplo alcance a transmitir o mundial de paratletismo. Perderam os outros que não puderam narrar a liderança brasileira no quadro de medalhas!
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Muito prazer, eu sou a Maris Harada, criadora do blog um novo jeito de pensar e fundadora da maris cocriação estratégica. Sou jornalista, advogada, publicitária e um pouco filósofa. Atuo como cocriadora estratégica e ofereço um novo jeito de pensar para pessoas e negócios.
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A maris é uma empresa de cocriação estratégica que ajuda pessoas e negócios a desenvolverem soluções mais precisas e criativas, de alto impacto e em tempo reduzido, por meio de processos organizados e estimulantes de cocriação entre pessoas e equipes. Navegue aqui no site para saber mais.