Uma viagem à Itália marcou a vida de Johann por suas matizes de luz, sombra e contrastes, entre outros aspectos. Ele ficou curioso para saber como as cores da pintura eram compostas e como surgiam as cores do mundo? Até que um dia, observando a barra de uma janela, notou que as cores apareciam quando a luz e a sombra se encontravam. Onde só havia luz, não havia cores; tampouco onde só havia sombra.

O Johann aqui em questão é o alemão Johann Wolfgang von Goethe, escritor, poeta e cientista natural. Abre pop-up: somente dedicando tempo à observação, e com a mente nutrida de conhecimento, o ser humano pode produzir coisas realmente incríveis, como a teoria das cores apresentada a seguir.
Em sua observação à barra da janela, Goethe concluiu que a cor só aparecia nas bordas onde a luz e a sombra se encontravam. Essa constatação aguçou sua curiosidade e ele ficou obcecado em descobrir como esse fenômeno funcionava. Conduziu inúmeros estudos e experimentos de quadros simples em preto e branco a prismas sob o efeito da luz.
“A cor é um fenômeno elementar na natureza, adaptado ao sentido da visão; um fenômeno que, como todos os outros, se exibe pela separação e pelo contraste, pela combinação e pela união, pela intensificação e pela neutralização, pela comunicação e pela dissolução.” GOETHE (1810)
Por estarem nas extremidades de onde aparecem as cores, o amarelo – pelo lado da luz – e o azul – pelo lado da sombra – foram chamados por Goethe de espectros de fronteira.
Em seus experimentos com prismas, ele demonstra que o espectro amarelo aparece numa transição do branco para o preto, passando do amarelo ao laranja e chegando a um vermelho alaranjado, dando origem às cores quentes.
Já o espectro azul aparece na transição do preto para o branco, passando do azul violeta ao turquesa, originando ao que chamou de cores frias.

Para Goethe, todas as cores possíveis obtidas pela modificação espectral da luz se originam de quatro espectros prismáticos básicos, que surgem do encontro dos espectros amarelo e azul.
Espectro newtoniano: encontro dos espectros amarelo e azul pelas extremidades do branco.
Espectro complementar ou invertido: encontro dos espectros amarelo e azul pelas extremidades do branco.

“As cores convivem entre si em pares… As cores são paixões e ações da luz…” GOETHE
Deu tilt na mente? Dá uma olhadinha nesse vídeo que vai ficar tudo bem mais claro. Se estiver sem tempo, começa o vídeo no 3:55 (observação da barra da janela).
Segundo Goethe, o amarelo proporciona uma impressão calorosa e agradável. “O olho se alegra, o coração se expande e a mente aplaude, um brilho parece mirar imediatamente em nossa direção”.
Assim como o amarelo é sempre acompanhado pela luz, o azul traz em si um começo de escuridão. A aparência de objetivos vistos através de um vidro azul é sombria e melancólica.
Goethe ressalta a luz inspiradora do púrpura que, segundo ele, seria a cor entre o céu (luz) e a terra (sombra) no Dia do Julgamento.
“A partir da luz, sombra e cor, produzimos o mundo visível.” GOETHE

Você reparou que a maris cocriação traz as cores dos espectros de fronteira de Goethe? Utilizamos esses espectros em seus matizes mais próximos da luz, para simbolizar iluminação e esclarecimento.
O azul dá o tom do misterioso, do que está escondido, do que não enxergamos na superfície.
O amarelo sinaliza que tudo será revelado: as causas reais dos problemas e suas possíveis soluções; as especificidades dos desafios e as estratégias para conquistá-los.
Nosso símbolo parece uma ampulheta deitada que demonstra o tempo, sempre preestabelecido em uma cocriação, mas ele é de fato o infinito, não tão redondo, pois assim é a vida, e com uma parte aberta – para deixar vazar o caos…
Está curtindo esse blog? Que tal receber um compilado toda semana no seu e-mail?
………………….
GOETHE, Johann W. von. Esboço de uma teoria das cores, 1810.
Blog De Arte em Arte. Artigo ARTE NA TEORIA DAS CORES –https://deniseludwig.blogspot.com/2013/02/arte-e-teoria-das-cores.html
Canal Diário Intelectual. Aula A Teoria das Cores de Goethe – Parte I
https://youtu.be/mGgZpJA-IE0?si=O8fqVqB2hsYlQAB1
Como poeta, pensador e cientista natural, Johann Wolfgang von Goethe dedicou-se à sua curiosidade até a velhice, sendo um dos principais pilares da cultura alemã. Nasceu em 28 de agosto de 1749 em Frankfurt e faleceu em 22 de março de 1832, aos 82 anos. Foi casado e teve cinco filhos, mas apenas um chegou à idade adulta. Contribuiu com diversas áreas científicas e entre suas obras literárias, a mais conhecida até ods tempos atuais é Fausto.
Para saber mais sobre Goethe: https://www.deutschland.de/pt-br/topic/cultura/johann-wolfgang-von-goethe-um-retrato
Muito prazer, eu sou a Maris Harada, criadora do blog um novo jeito de pensar e fundadora da maris cocriação estratégica. Sou jornalista, advogada, publicitária e um pouco filósofa. Atuo como cocriadora estratégica e ofereço um novo jeito de pensar para pessoas e negócios.
Para saber mais sobre mim acesse meu perfil no Linkedin.
A maris é uma empresa de cocriação estratégica que ajuda pessoas e negócios a desenvolverem soluções mais precisas e criativas, de alto impacto e em tempo reduzido, por meio de processos organizados e estimulantes de cocriação entre pessoas e equipes. Navegue aqui no site para saber mais.